O Hospital Mestre Vitalino, no Agreste de Pernambuco, iniciou no dia 11 de abril, os atendimento da especialidade de gastropediatria. Inicialmente as consultas foram disponibilizados para as crianças com microcefalia já acompanhadas pela unidade. Em seguida, com a disponibilidade de vagas, outras crianças que estavam na fila de espera pelo atendimento foram reguladas para serem atendidas também pelo HMV.

 

Em abril 08 crianças passaram pelos atendimentos. em maio esse número passou para 18 e neste mês de junho já somam 14. Os atendimentos acontecem às terças-feiras, a partir das 8h da manhã. Hoje, o Mestre Vitalino é referência para os moradores dos 32 municípios que compõem a IV Gerência Regional de Saúde e acompanha, atualmente, um total de 67 crianças com a Síndrome Congênita do Zika.

Na manhã desta quinta (08), os pacientes e acompanhantes que estavam no Hospital Mestre Vitalino participaram de uma festa junina para lá de animada no hall do 1º andar da unidade. Com direito a quadrilha, comidas típicas e até casamento junino, os pacientes se alegraram e puderam viver também este período que é tão consagrado na nossa região. 

 

 

"Nós realizamos essa ação com o objetivo de trazer o São João para dentro do Hospital, uma vez que estas pessoas por estarem internadas não podem participar das festividades em suas casas. Esta é uma maneira também de celebrarmos a nossa cultura", explica Mayara Lima, da Comissão de Humanização do HMV. 

 

 

Mais de 50 pacientes e acompanhantes participaram da festa ao som do Trio de forró pé de serra Boa Sorte, juntamente com os enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, e demais integrantes da equipe de assistência do Hospital.

 

O Hospital Mestre Vitalino, localizado em Caruaru, Agreste Pernambucano, passará a ofertar a partir deste mês um serviço pioneiro para os pacientes da 4ª e 5ª regionais de saúde que estão na fila de espera. Na próxima terça (06) será realizada a primeira cirurgia cardiovascular, na qual o paciente passará por uma revascularização miocárdica, um procedimento frequentemente realizado na área. O serviço funcionará inicialmente todas as terças e quintas, totalizando uma média de 15 cirurgias/mês.

 

Nas proximidades do terceiro ano de funcionamento, este é mais um passo de grande relevância nos atendimentos prestados pela unidade, que passará a ser referência nas cirurgias cardiovasculares, e realizará todos os tipos necessários para atender a demanda da população adulta da região. “Nós estamos felizes e na expectativa para este primeiro procedimento. Montamos uma equipe altamente capacitada, com o que há de mais moderno e eficiente, para que a população tenha um dos melhores serviços do Estado de Pernambuco”, contou o diretor do HMV, Dr. Marcelo Cavalcanti.

 

Além das cirurgias, o Hospital ofertará também o atendimento ambulatorial cardiovascular, regulado pela Secretária Estadual de Saúde (SES), ou seja, os pacientes já atendidos por outras unidades de saúde, que precisem do atendimento ambulatorial, serão encaminhados via Central de Regulação para o HMV, o atendimento deste fluxo oferece um critério de equidade e transparência para o serviço.

 

Para o cirurgião cardiovascular, Dr. Fernando Augusto Figueira, estes atendimentos chegam para uniformizar e melhor distribuir os serviços de atenção cardiovascular de alta complexidade.  “A inauguração do serviço de cirurgia cardiovascular adulto do HMV vem coroar os investimentos feitos pelo Governo do Estado na atenção as doenças cardiovasculares. Antes da abertura deste serviço, os pacientes da região eram obrigados a buscarem atendimento em Recife e Região Metropolitana, o que trazia superlotação das unidades, sem contar o prejuízo para os pacientes e familiares que precisavam se deslocar por quilômetros para ter o atendimento necessário”.

 

Com a implantação deste serviço, o HMV caminha para os 100% de atendimento, e passa a ter resolutividade plena para as doenças cardiovasculares, atendendo assim uma demanda crescente dos usuários do SUS de Caruaru e cidades circunvizinhas, o que promove uma verdadeira descentralização na oferta de serviços de saúde. O Hospital Mestre Vitalino fica localizado na avenida Amazonas, Rod. BR-104, 175, bairro Luiz Gonzaga.

 

 

 

 

Paciente passou por uma revascularização miocárdica

 

Na manhã desta terça (06), o Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, deu início aos procedimentos de cirurgia cardíaca, um serviço pioneiro no interior do Estado. Para celebrar este momento foi realizada uma solenidade que contou com a presença da Drª Cristina Mota, secretária executiva de assistência à saúde de Pernambuco; Drª Ana Maria Albuquerque, secretária de saúde de Caruaru; além da equipe do Hospital Mestre Vitalino, Drº Marcelo Cavalcanti (gestor); Drº Marco Túlio de Miranda (gestor médico); Drº João Veiga (gerente médico); Drº Carlos Duarte (coordenador médico do serviço de cardiologia); Drº Fernando Figueira (cirurgião cardiovascular) e a enfermeira Renilde Melo (gerente geral de enfermagem).

 

Durante o ato, o gestor da unidade falou sobre a importância do momento para o Hospital, e, sobretudo, para os pacientes da 4ª e 5º regionais de saúde. “Hoje nós estamos aqui e queremos acolher com imensa alegria esta equipe que vem integrar nossa unidade e que com certeza irá trazer para a nossa região um serviço de altíssima qualidade, como a população merece. Este dia é um marco para a nossa unidade que mais uma vez caminha a passos largos na completude dos atendimentos”, registrou Cavalcanti.

 

Para Cristina Mota, a interiorização do serviço representa um avanço considerável e vem desafogar os hospitais da capital e Região Metropolitana. “Agora os pacientes destas regionais sairão das listas de espera das unidades de Recife e poderão ser atendidos aqui no HMV, próximo as suas residências e contando com o apoio e presença da família, que nós sabemos que é de imensa importância no processo de recuperação”, reafirmou.

 

 

O primeiro paciente é da cidade de Caruaru e passou por um procedimento de revascularização miocárdica. As cirurgias serão realizadas inicialmente todas as terças e quintas, totalizando uma média de 15 por mês. Essa ação vem descentralizara oferta de serviços de saúde, neste caso especificamente dos serviços de atenção cardiovascular de alta complexidade. O Hospital Mestre Vitalino fica localizado na avenida Amazonas, Rod. BR-104, 175, bairro Luiz Gonzaga.

 

 

 

 

 

Por: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - Diario de Pernambuco

Por: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. - Estúdio DP

Publicado em 24 de maio de 2017 (link: http://bit.ly/2qBsd6B)

 

Inaugurado em dezembro passado, setor de hemodinâmica do Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, realiza cerca de 70 procedimentos cirúrgicos por mês em pacientes do Agreste e Sertão

 

O comerciante caruaruense José Marcelo Correia de Melo, 51 anos, estava em casa quando sentiu uma forte dor no peito. Com histórico de problemas cardíacos, procurou o médico de confiança da família em busca de ajuda: as dores pareciam pressionar e queimar o centro do peito, levantando a suspeita de infarto. Na penúltima sexta-feira de março, com o diagnóstico de angina, foi socorrido ao setor de hemodinâmica, ainda novidade no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru, que tornou possível a realização de procedimentos invasivos sem a necessidade de transferir pacientes à capital do estado, Recife.

 

 

O comerciante caruaruense José Marcelo comemora a proximidade da família, uma das vantagens de não precisar se dirigir à capital de Pernambuco. Foto: Rafael Martins/DP  
O comerciante caruaruense José Marcelo comemora a proximidade da família, uma das vantagens de não precisar se dirigir à capital de Pernambuco. Foto: Rafael Martins/DP

 

Entre a entrada na urgência do centro médico e a transferência para o bloco cirúrgico, se passaram quatro dias. “Seriam três, mas precisei de um dia de tratamento preventivo com antialérgicos, pois tenho histórico de reação a medicamentos”, explica José Marcelo, agora aliviado, aguardando alta médica na enfermaria do hospital. Foram 18 dias em observação, desde os primeiros sinais da dor no peito.

“Há um tempo, havia descoberto uma artéria coronária com 50% de obstrução. Vivia fazendo exames, sob acompanhamento permanente. Agora, meu problema foi definitivamente solucionado”, conta. A angioplastia, tipo de reparo para desobstrução de vasos sanguíneos, foi apenas um dos cerca de 70 procedimentos mensais contabilizados pela equipe médica e de enfermagem do setor, desde a inauguração, em dezembro de 2016. São aproximadamente cinco entradas no bloco cirúrgico diariamente, sendo o mais frequente dos procedimentos o exame de cateterismo, que usa um tubo plástico (cateter) para exploração dos vasos e dura, em média, 10 minutos.

 

 

Responsável pelo setor de hemodinâmica, o cardiologista Carlos Duarte planeja aumentar o número de leitos da enfermaria: "Precisamos atender mais pessoas". Foto: Rafael Martins/DP  
Responsável pelo setor de hemodinâmica, o cardiologista Carlos Duarte planeja aumentar o número de leitos da enfermaria: "Precisamos atender mais pessoas". Foto: Rafael Martins/DP

 

“Mudou minha vida. Eu precisaria ser transferido ao Recife e, no entanto, pude me submeter mais rapidamente à angioplastia, além de ser acompanhado de perto por meus familiares, com quem vivo em Caruaru, o que facilita minha recuperação”, avalia José Marcelo, que teve a companhia da esposa e da irmã na maior parte do tempo de internamento. Sua análise sintetiza as principais vantagens do departamento de hemodinâmica do hospital, de acordo com o cardiologista Carlos Duarte, chefe do setor. “Eliminar a necessidade de transporte dos pacientes à capital é a principal vantagem da inauguração do departamento em Caruaru. Isso nos poupa tempo, diminuindo as chances de sequelas e mesmo as mortes por infarto do miocárdio, algo que requer socorro urgente. Além disso, possibilita que as famílias do Agreste e Sertão não somente acompanhem os pacientes internados, como também agilizem sua volta para casa quando recebem alta”, diz o médico.

 

Duas vezes por semana, Duarte atende a população no ambulatório, administrando, diariamente, 15 leitos de enfermaria e oito de emergência: vem pleiteando, ainda, a instalação de dez novos leitos, a fim de contemplar mais pacientes em situação de risco. “Cerca de 800 pacientes foram internados na hemodinâmica desde dezembro. Todos eles têm direito de retornar ao hospital para serem acompanhados em sua recuperação. O principal objetivo do departamento é diminuir os óbitos por infarto, oferecer diferentes tipos de prevenção e tratamento”, detalha Duarte.

O setor funciona de segunda a sexta-feira, com médico intervencionista disponível das 8h às 14h, acompanhado por uma enfermeira-chefe e equipe técnica. Entre funcionários e insumos, são cerca de R$ 300 mil por mês investidos nas atividades. A implantação fez da unidade o único hospital do SUS no interior do estado a oferecer tratamento cardiológico desse nível. Segundo Marcelo Cavalcanti, diretor-geral do centro hospitalar, recursos da Secretaria Estadual de Saúde deram aporte à instalação de equipamentos e à infraestrutura do setor. “Viramos referência na área. Atendemos 45 municípios do Agreste e Sertão, com procedimentos de fundamental importância para a região”, opina.

 

Aos 56 anos, a comerciante Edilma Juvêncio não tinha histórico de problemas cardíacos: "Fui surpreendida pelo infarto, ainda bem que foi socorrida a tempo", conta. Foto: Rafael Martins/DP  
Aos 56 anos, a comerciante Edilma Juvêncio não tinha histórico de problemas cardíacos: "Fui surpreendida pelo infarto, ainda bem que foi socorrida a tempo", conta. Foto: Rafael Martins/DP

 

A poucos quilômetros do centro médico, a comerciante caruaruense Edilma Juvêncio Silva, 56 anos, sequer sabia que podia ser tratada na própria cidade, da mesma forma que não imaginava estar sofrendo um infarto, quando passou a sentir fortes dores no peito ao longo de dias. “Não pensei que fosse algo sério. Nunca tive histórico de problemas cardíacos. Pedi que meu filho me acompanhasse à UPA e descobri que estava infartando. Fui submetida a um cateterismo no hospital, onde fiquei 14 dias em observação, sendo quatro na UTI”, relata a comerciante, que, poucos dias depois de receber alta, retornou à lanchonete onde trabalha e reassumiu a própria rotina, um roteiro que, como ela mesma diz, poderia ser bem diferente: “não precisar viajar ao Recife pode ter salvo minha vida, tive sorte”.

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